Wednesday, June 17, 2009


Seis corpos de vítimas do voo 447 da Air France serão enviados na tarde desta quarta-feira ao IML (Instituto Médico Legal) de Recife.

A FAB (Força Aérea Brasileira) e a Marinha localizaram e resgataram nesta terça-feira o corpo de mais uma das vítimas do acidente com o avião da Air France, que caiu no Atlântico no último dia 31. Com isso, chega a 50 o total de corpos resgatados, informaram os militares. O Airbus A330, que fazia o voo 447 do Rio a Paris, transportava 228 pessoas.
Após análise realizada hoje os militares constataram que a operação terá continuidade. As condições meteorológicas, apesar de instáveis, são boas e não devem comprometer o trabalho das buscas, informou a FAB.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou na segunda-feira (15) que as buscas pelos corpos das vitimas e destroços do voo 447 não têm data definida para terminar.

Aeronáutica e Marinha chegaram a estipular 19 de junho como prazo final das operações, mas Jobim afirmou ao seu colega francês, Hervé Morin, que as buscas prosseguirão "até o momento em que tecnicamente se entender que elas são inúteis", segundo afirmou em entrevista na Embaixada do Brasil em Paris.

Segundo os investigadores franceses que analisam as causas do acidente com o avião que fazia o voo 447 da Air France, as caixas pretas ainda não foram encontradas, embora cerca de 400 peças já tenham sido resgatadas.

Sem as caixas pretas vai ser muito difícil saber exatamente o que houve.
Por exemplo, um A330 mais novo que o da AF em 23.07.07 teve uma das turbinas paradas em vôo.
A tripulação fez o que pôde. Não conseguiu ligar de novo a mesma.
E aqui onde quero chegar: o defeito foi eletrônico e bem no circuito que comandava o back-up. Apesar de ter pelo menos 2 circuitos para operar, quem falhou foi o circuito que diz qual dos dois vai operar.
Antes que falem mal do Airbus, o comando eletrônico foi fabricado por empresa americana que também fabrica para a Boeing.
Ou em 11.06.09 num A330-200 idêntico, quando o aquecedor da cabine pegou fogo durante vôo e quase queima o painel do lado direito.
Netes casos a consequencia não foi grave, houve tempo de comunicar os problemas.
Mas estamos na mão destes circuitos, além de estarmos na mão pelas condições climáticas e de habilidade dos pilotos... esta extremamente desestimuladas pelo estado quase automático da aeronave...

Queda na arrecadação deve provocar novo corte no Orçamento, diz ministro


A queda na arrecadação de impostos verificada até maio deve provocar novos cortes no Orçamento, de acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

O governo já trabalhava com uma frustração de receitas de R$ 60 bilhões neste ano devido ao recolhimento menor de tributos por causa da crise econômica. O resultado de maio, divulgado ontem, trouxe uma redução de mais R$ 3 bilhões.
Ontem, a Receita Federal divulgou uma arrecadação de R$ 49,8 bilhões em maio, uma queda de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Após esse resultado, o órgão informou esperar para 2009 a primeira queda anual da arrecadação desde 2003.

Hoje, o ministro afirmou que esses resultados vão levar o governo a rever os seus gastos neste ano.

"A nossa receita teve uma queda pelo sétimo mês, o que coloca dificuldades para se administrar o Orçamento", afirmou. "O presidente Lula já está agendando uma conversa conosco e vamos ter de equacionar uma pouco mais a questão do Orçamento. Se você diminui a receita, tem de diminuir a despesa. Não tem como escapar disso."

Em março, o governo chegou a fazer um contingenciamento de gastos de R$ 21,6 bilhões. No mês passado, foram liberados R$ 9 bilhões.

O ministro não falou sobre a magnitude do novo corte ou as áreas afetadas, mas disse que a decisão será rápida. "Tudo isso ainda está em análise. Mas temos de tomar medidas logo. Até a semana que vem vamos ter de decidir."

Desonerações

O ministro disse que essa queda nas receitas deixa o governo próximo do limite para a concessão ou renovação de desonerações tributárias. Neste ano, já foram reduzidos os tributos para veículos, material de construção e eletrodomésticos da linha branca, entre outros.

Segundo a Receita Federal, essas desonerações já representaram uma redução de R$ 11 bilhões na arrecadação nos cinco primeiros meses do ano.

No caso dos veículos, a redução de impostos já foi renovada uma vez e deve acabar no final desse mês, caso o governo decida não prorrogá-la.

"Quando nós fizemos desonerações já sabíamos que teríamos uma queda na receita. Mesmo assim, a decisão foi de abrir mão de receitas para dar fôlego para a economia. Agora, em algum momento nós vamos ter de falar: "o limite foi esse". Não sei se vamos fazer isso já, mas eu diria que nós temos um limite já bem próximo."

Outra opção para equilibrar as receitas é mexer no reajuste do funcionalismo, programado para 1º de julho. Segundo o ministro, essa é uma possibilidade, mas ainda não há decisão sobre isso.

PIB

O ministro disse que o governo mantém a projeção de crescimento de 1% para a economia neste ano. Para ele, os dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados na semana passada sustentam a aposta.

"Os números que têm vindo, da indústria e do comércio, mostram que nós temos um desempenho mais positivo da economia no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre", afirmou.

Segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a economia brasileira teve retração de 1,8% no primeiro trimestre de 2009 ante igual período do ano passado, e de 0,8% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.